terça-feira, 6 de abril de 2010

Frio.

Hoje está frio. O sol tá refletindo nas árvores... e a vista da janela do meu quarto é linda.
Clima perfeito [poderia não ter o sol.. mas tudo bem].

O violão e o diário sempre ficam do lado. Amanhã é quarta, tenho só uma tarefa.
É quase um dia perfeito, exceto por estar uma droga. Por me sentir mais vazia que sacola ao vento.
'Ver-te' feliz, deixa-me bem, mas não posso me alimentar só da sua felicidade. Isn't good enough.

Seria um bom dia para sair e tirar fotos. Provavelmente o pôr do sol estará lindo e o happy hour no aeroporto cairia bem.
Sim...
Porém, não estará lá.

Daria também para descer e jogar sinuca. Mas toda vez que o faço, lembro de ti.

Começo a ficar melancólica... E a pior parte disso, é fingir que está tudo bem. É ir para escola e ficar bem lá, aguentar qualquer coisa sem 'desmontar'. É voltar para casa e novamente estar e ficar bem.

Escrevo seu nome no ar, para não esquecer. Mas não posso fazer o mesmo com a sua voz. Sei que se a ouvir, lembrarei-me... Mas por vontade própria não dá mais.
E isso me provoca um desespero, pois um dia posso esquecer você. E não quero.

sábado, 3 de abril de 2010

ponte...


Queria atravessar essa ponte sabia? É... Vai que você está lá do outro lado... ;/
Daqui onde estou, é muito longe, não dá para ver.
Mas depois fico pensando: e se não estiver? Teria que me arriscar não é? E você, melhor que ninguem, sabe que não gosto de fazê-lo.
Sabe também que menti. Menti quando disse que você estava no lugar mais perto do topo do pedestal. Mas na verdade o topo era seu, sempre foi. Só acho que não queria admitir isso...
Bom.. É como dizem por ai... É incondicional, incontestável e insubstituível.
No fim, devo te falar obrigada. Por existir e por ser provavelmente, o primeiro amor da minha vida, de fato.
Não espero mesmo que vá lembrar de mim, que vá sentir saudade... Afinal, fiz você 'sofrer' bastante. Mas eu vou, vou lembrar de tudo, e isso me basta.
Sinto dizer que vou continuar a te escrever, mesmo sabendo que não lê, que não liga mais. Vou e ponto.
É a minha esperança... Que essas palavras me façam atravessar, e talvez te encontrar do outro lado.

Feliz de quem é e não sabe.

Às vezes eu me sinto assim. Como essa joaninha. Sozinha.
Porém, esse bichinho tem asas, e pode voar sempre que quiser, ir embora e de certa forma esquecer de todos os lugares anteriores.

Mas eu não posso fazer isso. [sim, já tentei várias e várias vezes sair 'voando', e em todas elas, sempre tinha alguem dizendo: não].

Queria poder sair e ir embora. Não importaria como, nem para onde, desde que eu fosse e as lembranças ficassem.
Assim como a joaninha voa e a folha fica.
E quando estivesse pronta, voltaria.

Ahh, quanta ilusão.
É, ilusão, isso é uma coisa que aprendi a gostar com o tempo. Por mais que sofra por estar ou ser iludida, o sofrimento da desilusão é pior.
É frio, feio, triste, sem esperança.
Seria como olhar para os olhinhos de uma criança no natal, ao ver aquele brinquedo e saber que nunca poderá tê-lo. Eles começam a lacrimejar em silêncio e lentamente uma única e simples gota cai.
A criança se vira, vai andando com a cabeça baixa. Com frio, tremendo. E finalmente chega em casa, mas percebe que seria melhor ter continuado lá fora, no frio e sozinha.

Estar desiludida é quase assim. Talvez um pouco pior.

Quis tanto ser uma ilha, que agora que sou, praticamente imploro para você voltar e me tirar de onde me coloquei.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

You.

Fiz você ir embora, e agora quero que volte.
Mas sei que não vai.

Hoje estava lendo as nossas conversas. Poxa, como era feliz, como você me fazia rir desesperadamente, por qualquer coisa.
Lembrei que comprei um jogo de Uno pra você, mas não deu tempo de entregar. Lembrei tambem dos textos que escrvi e nunca te mostrei. Das mensagens que enviamos, mesmo estando a menos de 1 metro de distância.
kkkkk

Mas lembrei, principalmente, de quanta merda que eu fiz, só para ter você do meu lado, sempre. De quão idiota eu fui por te afastar.

E fico aqui pensando, como você consegue provocar tudo isso em mim, sem estar perto.

Queria voltar no tempo.
Voltar mesmo... lá para abril, março, fevereiro.. de 2009.
E queria ter tido coragem de falar o que sentia naquela época, não devia ter esperado.

Acho que a única coisa que eu queria agora, era poder te ver e te dizer algo que fizesse você voltar.

"chove lá fora e eu não tenho mais você, quanta vontade de te ver..."
[você escreveu isso no meu caderno de musica.. numa sexta, na aula teórica]

quinta-feira, 25 de março de 2010

fuck off' yeaaaah

O que faz algo ser importante? O que torna algumém importante?
De verdade, n-a-d-a.

Simplesmente porque as pessoas não são importantes, tampouco interessantes.
O que te leva a pensar tal grau de afeição, é puramente a sua própria necessidade de ter alguém por perto.

O que não significa que a pessoa também sinta essa necessidade.

A questão é, sei disso, por que insisto? Por que continuo tentando e tentando... ?
Necessidade? Ilusão?
Fuck off '
No minimo porque mesmo nao gostando, ainda acredito que as pessoas podem mudar, mas não. Elas não mudam e não se esforçam para mudar.

Por mais valor que dê à uma pessoa, não se esqueça de nunca esperar nada dela. Apenas fique feliz se te falarem um simples oi.
Oras bolas, quem pára hoje em dia para cumprimentar alguem! ¬¬
Pense e fique feliz porque alguem parou e te falou oi!

Você pode dar tudo o que tem, às vezes o que não tem... Só para estar lá, para estar presente, e não deixar a [pseudo] amizade se acabar. Adianta?
Não.

Mas ao menos serviu para te enganar alguns minutos e se sentir bem.

Se as pessoas não mudam, por que eu tenho que mudar? Por que tenho que tentar fazer as coisas diferentes?!
[porque sou idiota, no minimo]

Fuck off again.

Vou desistir, chega de tentar ser legal, sociável, prestativa, e ninguem se importar contigo depois.
Foda-se, literalmente.

sábado, 20 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Conte até 20 e respire no 10!

Um vazio inerente. Uma solidão nefasta. Talvez um sentimento incrédulo para quem não o sente.

Um aedo contaria essa estória com seu jeito heróico de encenar e faria com que todos acreditassem que assim era de fato. Um menestrel cantaria em seus versos redondilhos uma lírica de amigo, ainda sim, faria com que todos acreditassem que assim era de fato. Um poeta apenas sonharia, escreveria em versos livres o que pensara no momento, mas não deixava de ser menor que os outros.
Um sábio diria que...

Esse poderia não dizer. Não por não saber, ou por não entender... Mas a sua melhor resposta seria: um vazio inerente. Uma solidão nefasta. Talvez um sentimento incrédulo para que não o sente.

Enquanto todos tentam utilizar-se de um eufemismo barato, o sábio simplesmente colocaria os fatos e diria algo que poderia não entender no primeiro momento e que depois, continuaria não entendendo.

Oras, se não entenderás, por que então ele falou? Às vezes as coisas não devem ser entendidas... Tampouco compreendidas, devem ser instantaneamente vividas, feitas e sentidas.
Deixa o trabalho triste e cruel de entender, para eles, os sábios, que depois lhe dizem o que entenderam.

Entender, explicar, descrever a saudade, é a tentativa frustrada que todos fazem.
[para mim] Muito mais que o amor, porque para saber da saudade, tem que saber do amor e de tudo mais em volta.

Mas quem liga? Sou apenas alguém entre milhões que sofrem com isso, e sou aquela que não entendo, não ajo como entendesse e tambem não façam o que falam para fazer.
Por que?
Não sei.

domingo, 7 de março de 2010

Epílogo

Como em um epílogo, basta-te escrever o fim das personagens para que sucumba o que não quer mais.
Sempre que quiseres, poderás abrir o livro e o ler. Reviveu as páginas por alguns minutos, assim que se renovou, enveleceu-as de novo. Um processo circustancial, inacabável e completamente egoísta. Quem vos disse que tens o direito de criar e destruir as expectativas, de inventar e desintegrar as vidas personas [que para ti, podem ser irreais]?

Como se não bastasse o ser repugnante, torna-te escrupulosamente poderoso. Simplesmente por criar vidas que não existiam e por fazê-las ser mais importantes que as que aqui existem.

Caro, excelentíssimo, senhor Autor.
Por quê os fazem? Por que os criam? Para depois amassá-los e os arremeçar à cesta do lixo, como se fosse uma brincadeira de criança.
Não entendes que nesse intervalo de tempo, alguem os conhecerá, sim, nesse instante em que percorrem o ar... Alguem, como eu, pode tê-los encontrado.

Tal ponto a sua crueldade chegou, e que se finde hoje, pois não há sentido em reinventar algo que não quer ser reinventado.
Paradigma atônito e irreversível. Virou-te uma indústria, que, agora já não é mais exclusividade sua. Será que por isso, és assim? Ou por ser assim, perdeu-te em si mesmo?