sábado, 3 de abril de 2010

Feliz de quem é e não sabe.

Às vezes eu me sinto assim. Como essa joaninha. Sozinha.
Porém, esse bichinho tem asas, e pode voar sempre que quiser, ir embora e de certa forma esquecer de todos os lugares anteriores.

Mas eu não posso fazer isso. [sim, já tentei várias e várias vezes sair 'voando', e em todas elas, sempre tinha alguem dizendo: não].

Queria poder sair e ir embora. Não importaria como, nem para onde, desde que eu fosse e as lembranças ficassem.
Assim como a joaninha voa e a folha fica.
E quando estivesse pronta, voltaria.

Ahh, quanta ilusão.
É, ilusão, isso é uma coisa que aprendi a gostar com o tempo. Por mais que sofra por estar ou ser iludida, o sofrimento da desilusão é pior.
É frio, feio, triste, sem esperança.
Seria como olhar para os olhinhos de uma criança no natal, ao ver aquele brinquedo e saber que nunca poderá tê-lo. Eles começam a lacrimejar em silêncio e lentamente uma única e simples gota cai.
A criança se vira, vai andando com a cabeça baixa. Com frio, tremendo. E finalmente chega em casa, mas percebe que seria melhor ter continuado lá fora, no frio e sozinha.

Estar desiludida é quase assim. Talvez um pouco pior.

Quis tanto ser uma ilha, que agora que sou, praticamente imploro para você voltar e me tirar de onde me coloquei.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

You.

Fiz você ir embora, e agora quero que volte.
Mas sei que não vai.

Hoje estava lendo as nossas conversas. Poxa, como era feliz, como você me fazia rir desesperadamente, por qualquer coisa.
Lembrei que comprei um jogo de Uno pra você, mas não deu tempo de entregar. Lembrei tambem dos textos que escrvi e nunca te mostrei. Das mensagens que enviamos, mesmo estando a menos de 1 metro de distância.
kkkkk

Mas lembrei, principalmente, de quanta merda que eu fiz, só para ter você do meu lado, sempre. De quão idiota eu fui por te afastar.

E fico aqui pensando, como você consegue provocar tudo isso em mim, sem estar perto.

Queria voltar no tempo.
Voltar mesmo... lá para abril, março, fevereiro.. de 2009.
E queria ter tido coragem de falar o que sentia naquela época, não devia ter esperado.

Acho que a única coisa que eu queria agora, era poder te ver e te dizer algo que fizesse você voltar.

"chove lá fora e eu não tenho mais você, quanta vontade de te ver..."
[você escreveu isso no meu caderno de musica.. numa sexta, na aula teórica]

quinta-feira, 25 de março de 2010

fuck off' yeaaaah

O que faz algo ser importante? O que torna algumém importante?
De verdade, n-a-d-a.

Simplesmente porque as pessoas não são importantes, tampouco interessantes.
O que te leva a pensar tal grau de afeição, é puramente a sua própria necessidade de ter alguém por perto.

O que não significa que a pessoa também sinta essa necessidade.

A questão é, sei disso, por que insisto? Por que continuo tentando e tentando... ?
Necessidade? Ilusão?
Fuck off '
No minimo porque mesmo nao gostando, ainda acredito que as pessoas podem mudar, mas não. Elas não mudam e não se esforçam para mudar.

Por mais valor que dê à uma pessoa, não se esqueça de nunca esperar nada dela. Apenas fique feliz se te falarem um simples oi.
Oras bolas, quem pára hoje em dia para cumprimentar alguem! ¬¬
Pense e fique feliz porque alguem parou e te falou oi!

Você pode dar tudo o que tem, às vezes o que não tem... Só para estar lá, para estar presente, e não deixar a [pseudo] amizade se acabar. Adianta?
Não.

Mas ao menos serviu para te enganar alguns minutos e se sentir bem.

Se as pessoas não mudam, por que eu tenho que mudar? Por que tenho que tentar fazer as coisas diferentes?!
[porque sou idiota, no minimo]

Fuck off again.

Vou desistir, chega de tentar ser legal, sociável, prestativa, e ninguem se importar contigo depois.
Foda-se, literalmente.

sábado, 20 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Conte até 20 e respire no 10!

Um vazio inerente. Uma solidão nefasta. Talvez um sentimento incrédulo para quem não o sente.

Um aedo contaria essa estória com seu jeito heróico de encenar e faria com que todos acreditassem que assim era de fato. Um menestrel cantaria em seus versos redondilhos uma lírica de amigo, ainda sim, faria com que todos acreditassem que assim era de fato. Um poeta apenas sonharia, escreveria em versos livres o que pensara no momento, mas não deixava de ser menor que os outros.
Um sábio diria que...

Esse poderia não dizer. Não por não saber, ou por não entender... Mas a sua melhor resposta seria: um vazio inerente. Uma solidão nefasta. Talvez um sentimento incrédulo para que não o sente.

Enquanto todos tentam utilizar-se de um eufemismo barato, o sábio simplesmente colocaria os fatos e diria algo que poderia não entender no primeiro momento e que depois, continuaria não entendendo.

Oras, se não entenderás, por que então ele falou? Às vezes as coisas não devem ser entendidas... Tampouco compreendidas, devem ser instantaneamente vividas, feitas e sentidas.
Deixa o trabalho triste e cruel de entender, para eles, os sábios, que depois lhe dizem o que entenderam.

Entender, explicar, descrever a saudade, é a tentativa frustrada que todos fazem.
[para mim] Muito mais que o amor, porque para saber da saudade, tem que saber do amor e de tudo mais em volta.

Mas quem liga? Sou apenas alguém entre milhões que sofrem com isso, e sou aquela que não entendo, não ajo como entendesse e tambem não façam o que falam para fazer.
Por que?
Não sei.

domingo, 7 de março de 2010

Epílogo

Como em um epílogo, basta-te escrever o fim das personagens para que sucumba o que não quer mais.
Sempre que quiseres, poderás abrir o livro e o ler. Reviveu as páginas por alguns minutos, assim que se renovou, enveleceu-as de novo. Um processo circustancial, inacabável e completamente egoísta. Quem vos disse que tens o direito de criar e destruir as expectativas, de inventar e desintegrar as vidas personas [que para ti, podem ser irreais]?

Como se não bastasse o ser repugnante, torna-te escrupulosamente poderoso. Simplesmente por criar vidas que não existiam e por fazê-las ser mais importantes que as que aqui existem.

Caro, excelentíssimo, senhor Autor.
Por quê os fazem? Por que os criam? Para depois amassá-los e os arremeçar à cesta do lixo, como se fosse uma brincadeira de criança.
Não entendes que nesse intervalo de tempo, alguem os conhecerá, sim, nesse instante em que percorrem o ar... Alguem, como eu, pode tê-los encontrado.

Tal ponto a sua crueldade chegou, e que se finde hoje, pois não há sentido em reinventar algo que não quer ser reinventado.
Paradigma atônito e irreversível. Virou-te uma indústria, que, agora já não é mais exclusividade sua. Será que por isso, és assim? Ou por ser assim, perdeu-te em si mesmo?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

hum hum.. sem criatividade para o titulo

O problema de ficar como estou, é que fico insensível a tudo, exceto a um sentimento...
Ansiedade do primeiro dia de aula- zero; saudade da escola antiga- zero; felicidade- zero [ponto um].

As coisas começam a perder o sentido, a lógica... Eu começo a ver ao redor com um olhar sem brilho, como se não importasse o que realmente está ali. Acho que na verdade, nao importa mesmo.
Não adianta me sentir ansiosa com algo, se não tenho mais a pessoa que contava o motivo da ansiedade. Não tem mais graça treinar violão, já que esta não estará lá para ouvir.

Perdi completamente a vontade de conversar [já não tinha, mas agora a perdi de vez], de tocar... Até de escrever! [o.o] É como disse ali em cima... Não tem mais sentido.
Além de me sentir vazia, sinto-me sozinha.

Mas é uma solidão diferente... Antes me sentia só, mas tinha a pessoa que [de certa forma] me bastava. Agora nem isso mais tenho. ¬¬

Ahhh... Dizem os tolos: "Vamos lá, a vida continua etc. etc."
Dizem os sábios: "Sofra tudo o que tiver de sofrer, depois esqueça e fique com a saudade" (esse fim... 'depois esqueça e fique com a saudade', sempre me pareceu contraditório, porém tem um fundo de verdade ;s )
E eu? O que digo?

Não sei... Porque, honestamente, não quero que a vida continue. Não assim, não sozinha.
Entretanto, também não quero esquecer... Afinal, as lembranças são as únicas coisas que tenho.
Acho que por isso o 'fim contraditório'...

O que realmente quero... é que volte. Quero você de volta, como antes, como sempre...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"O silêncio é o tempo da espera..."

"O silêncio é o tempo da espera..."

Mas qual é o tempo do silêncio?! E o que precede tal tempo?
Digo, por que tem que chegar "o silêncio" ?

Este, pode ser a pior de todas as respostas... O mais doloroso comentário. Porém, às vezes, pode ser ele o mais sábio [e misterioso] argumento?!
Aquele argumento que te tira do rumo, que te faz pensar cada vez mais e te intriga por não saber o significado real...
Como se fosse aquelas metáforas, que pensa para entender.

No silêncio, pode ter muito mais fazer, do que saber o que se faz... Mas, para mim, também há nele, muito mais saudade do que ausência, muito mais querer do que esperar.

Ao mesmo tempo que é um sábio e misterioso argumento, tem uma fraqueza- de tão frio que é, necessita de algo que o aqueça. O silêncio muitas vezes 'grita' pela representação do som, porque de certa forma, uma não vive sem o outro.
[Não haveria som, se nao houvesse o silêncio, assim como não haveria silêncio se não houvesse o som].

E pelo fato dele ser o tempo da espera, tem que haver algo depois, para que esta tenha seu sentido.
Mas.. ainda me pergunto.. o que vem depois?! O que vem depois do tempo da espera?!
Tudo se resolve, permanece, muda ou simplesmente chega outro tempo, de alguma outra coisa.. e a vida continua?

O que acontece depois?!